segunda-feira, 29 de junho de 2015

O NADA



Nada tem,
Nada pensa,
Nada fala,
Nada ouve,
Nada vê,
Nada toca.
Aliás, toca nada.

Nada faz,
Nada acontece,
Nada celebra.
Não é por nada.
É porque é nada,
Mas também nada é...

Será que o nada nada?
Certamente não.
Afinal, o vazio do nada se preenche de coisa alguma.
Nada por inteiro.
Universo de vazio.
É um tudo nada.

Sendo nada, nada perecerá.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ah! O amor... o chamado sentimento mais nobre e o é com toda a razão. 
Só de pronunciar a palavra, conseguimos sentir toda uma gama de sensações maravilhosas.
Ao proferi-lo, nutrimos a alma. 

O amor é um sentimento que é nosso.
É o que sentimos pelo ser amado.
Já o amor que vem do ser amado é dele.
Por mais que fiquemos bem em sermos amados, é externo a nós.
Mas o amor que sentimos está dentro da gente, do tamanho que moldamos e alimentamos...

É nosso...
Ah! O amor... o chamado sentimento mais nobre e o é com toda a razão. 
Só de pronunciar a palavra, conseguimos sentir toda uma gama de sensações maravilhosas.
Ao proferi-lo, nutrimos a alma. 

O amor é um sentimento que é nosso.
É o que sentimos pelo ser amado.
Já o amor que vem do ser amado é dele.
Por mais que fiquemos bem em sermos amados, é externo a nós.
Mas o amor que sentimos está dentro da gente, do tamanho que moldamos e alimentamos...

É nosso...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Algumas pequenas dicas...

Já na reta final do mestrado, pude ter uma visão privilegiada do passado do curso. Não dá para voltar e modificar as coisas, as decisões. O máximo que posso é falar para outros mestrandos, que estejam no início ou na metade do curso. Quem sabe eu ajude alguém! Por isso, sugiro algumas coisas, que estão listadas abaixo:

1 – Planejamento é uma das palavras de ordem para todo o tempo de estudo. No cronograma inicial e sua reformulação, não subestime o tempo de escrita se delongando no tempo de leitura. A escrita requer um tempo maior, vai por mim rs.
2 - Procure disciplinas que tenham diálogo com o tema da dissertação. Se isso não for possível, não sofra. Aproveite para ampliar seus conhecimentos. Pode ser importante para outras discussões do futuro acadêmico.
3 – Estabeleça uma ligação entre seu tema e o trabalho final das disciplinas. Talvez não seja útil para o texto da dissertação, dependendo do enfoque que você está dando, mas serve para ampliar as suas reflexões. Além disso, pode virar um artigo para publicação em periódico ou congresso.
4 - Não deixe a necessidade de publicação atrapalhar a escrita da dissertação. Um bom momento para as publicações e participações em eventos é no ano da qualificação e depois da escrita da dissertação. Mas aqui cabe uma ressalva, é bom participar como ouvinte de uns poucos encontros acadêmicos durante a escrita, pois enriquecem o exercício de questionamento e de pensamentos, que são importantes ao longo da escrita (e ao longo da vida).
5 – Complete as disciplinas antes da escrita da dissertação. Elas podem confundir a escrita, com outros pontos e ângulos, além de leituras extras ao seu trabalho dissertativo. Se não conseguir isso, não tem problema, apenas você precisará de mais foco e dedicação.
6 – Os fichamentos podem ser muito chatos de serem feitos. Seria bom deixarmos eles pra lá, “só que não” rs. Faça sempre que possível, eles serão valiosos na escrita e em projetos futuros. Nem sempre teremos tempo de uma releitura e podemos esquecer coisas importantes dos textos. Ainda nesse quesito existem as resenhas, que vão se constituindo em reflexões para a dissertação e também podem ser publicadas.
7 – Desde o momento que entrou no mestrado, vá refinando, sem pressa, o pré-projeto. Lembre-se ou saiba que você terá que apresentar um projeto mais delineado um ano depois, no momento de qualificação.
8 – O planejamento de tempo de estudo, contemplando aulas, escrita etc, assim como também de lazer, vai ser redesenhado ao longo do curso, mas ele é primordial para que os prazos sejam cumpridos e para que você não venha a se agoniar com uma possível falta de tempo hábil. Além disso, seguindo o planejamento à risca, conseguimos ter tempo para fazermos outras coisas que gostamos e estarmos com quem amamos, nem tudo é sacrifício sem fim rs.
9 – Você fará isto inúmeras vezes: propostas de sumário detalhado, antes da qualificação e depois, até mesmo durante a escrita. Contudo, se preocupe com elas, são necessárias para nortear a escrita do trabalho.
10 – Esteja atento às sugestões da banca de qualificação do projeto, elas serão muito úteis para o desenvolvimento do trabalho. Mas, acima de tudo, ouça bem o orientador. Na hora do furacão de cobranças e correções, a gente pode não perceber os auxílios e acabar pensando que pode ser implicância do orientador. Não é isso, salvo exceções. Ele tem mais experiência acadêmica que você, pode não saber a fundo o seu tema, mas sabe fazer pesquisa, sabe argumentar e construir textos acadêmicos há mais tempo que você. Você verá, com o tempo, que são contribuições preciosas.
11 – Alguns professores, em nosso tempo de formação, acabam nos “castrando” sobre as nossas impressões e interpretações sobre os estudos. Eles fizeram isso para que a gente se desprendesse do senso comum e buscasse ciência ou dados nas afirmações. Mas, agora, você obrigatoriamente deve se posicionar, explicar, delimitar, argumentar, tendo como comprovar, é claro! A palavra aqui é saber elaborar!
12 – O texto pode sempre ficar mais simples, com ideias mais objetivas e com argumentação evidente. Esqueça aqueles textos acadêmicos complexos e com frases enormes, os quais a gente se perde e tem dificuldade de compreensão. Isso não é para os fortes rs. Muitos menos para os fracos rs.
13 – Sabe aquela época que fazia um trabalho na noite anterior para entrega no dia seguinte? Acabou! Rs Na realidade, acabou há um bom tempo, né? rs O texto acadêmico precisa ficar mais refinado, mais elaborado. Para escrever não dá pra contar apenas com a inspiração que dá num dia indefinido. Aproveite a inspiração! Um caderninho deve estar sempre à mão para anotá-la. No entanto, escrever exige muitos pensamentos, reflexões, interpretações e criação de esquemas.
14- Se a elaboração do texto vai durar um bom tempo, a revisão vai exigir ainda mais tempo. Separe um bom tempo para elas e tenha um distanciamento da escrita. Dica: Escreva um capítulo e depois revise (leia alto, imprima etc), depois escreva outro capítulo e revise o capítulo anterior. Após escreva ainda outro capítulo, para depois reler o último. Lembre-se de revisar a dissertação na sequência, depois de finalizada, para ver se o encadeamento e a coesão estão bem.
15- Converse sobre o texto com outros amigos, professores, amores. Ao falarmos, traduzimos o texto para nós mesmos, encontramos nossas falhas, melhoramos a argumentação.
Bem por enquanto é isso!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Por que existem altos e baixos? Por que a nossa vida é "recheada" por eles?


Eles existem, porque linha reta pro coração significa morte. Os altos e baixos servem pra trazer dinâmica, mostram que estamos vivos. Servem também para mostrar que nenhum alto e nenhum baixo será como algum outro que já passamos, isto é, eles são desproporcionais porque são únicos.
O alto aparece em êxtase, porque um dia estivemos no baixo.
O baixo aparece profundo para darmos valor ao alto.
Aprendemos mais no baixo que no alto. Portanto, há uma razão pedagógica nos altos e baixos também.
Depois do baixo, saltamos para o alto com intensidade mil. O sabor e as sensações desse movimento são indescritíveis...
Linha reta é previsibilidade, estabilidade.
Altos e baixos é movimento, transformação, é vida...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A História em travessia


A História, essa com “H” maiúsculo, está precisando sentar no divã e ter várias sessões de psicanálise. Ela está com vários traumas e assuntos mal-resolvidos. Está precisando analisar e reavaliar seu passado para minimizar algumas crises do presente. Assim, ela verá que o futuro desejado não é utópico, ou continuará com essa sensação do impossível se não estiver disposta a discutir seus fantasmas do passado.

O presente está do jeito que está, porque assim foi construído antes. É claro que a vida e o tempo possuem autonomia. Há a causalidade do passado, mas não é uma ligação direta de consequência previsível, às vezes o que se dá é exatamente o contrário, uma resposta inversa à sequência esperada. Isso tem a ver com essa autonomia do desenrolar da vida. No entanto, ainda há a relação direta com os fatos que sucederam.

A História precisa entender que as coisas não são tão naturais do jeito que ela imagina. Ela é responsável pelas atitudes e ações tomadas. Ela só poderá avançar para um período mais justo quando compreender que essa naturalização foi uma estratégia de perpetuação de situações e manutenção de determinada ordem. Isso tem atrapalhado a possibilidade de conscientização dos processos para que venham a acontecer transformações e rupturas.

Se a História fizer um esforço pra se lembrar, verá que sua situação atual é muito recente, em termos históricos mesmo. Se ela recordar, verá quantas reorganizações e quantas mudanças ela passou. Saberá, então, que outros futuros são possíveis, pois outros passados também foram.

Se a História se esforçar para reconhecer seu passado, verá quantos sujeitos ela não escutou ou desumanizou.

Se a História se repensar, verá que ela nunca foi História, verá que ela sempre foi histórias, assim em “h” minúsculo e no plural. Ela já está se percebendo dessa maneira, já está tendo avanços na terapia da vida temporal. Ela já está assimilando o fim da grande narrativa. Na sua multiplicidade, que pode parecer confusa para alguns, mas que está mais clara do que nunca para outros, ela encontrará novas situações e relações de viver o mundo. Com isso, sendo mais DEMOCRÁTICA...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tempo e morte - a roda viva da vida

Desta vida, não temos como carregar muitas certezas, mas duas são certas: o tempo vai passar e a gente, um dia, vai morrer. Essas duas certezas inexoráveis da vida nos garante que a mudança é possível. É possível, porque o tempo vai passar e as pessoas vão morrer e quando novas pessoas nascerem e os tempos já serem outros, a esperança que parecia ser vã pode, então, se concretizar. Talvez em passos curtos ou em alguns poucos degraus acima, no entanto, o movimento acontece, a sorte é sempre lançada pelo destino dos homens, feito pelos homens. 
O tempo nos ensina, nos amadurece, nos possibilita entender melhor as coisas. O tempo nos forma e nos reforma o tempo todo. Só o tempo mostra o que foi e como foi, embora, com o passar do tempo venhamos a dar novas interpretações a esse mesmo passado vivido e analisado. O bom da certeza de que o tempo passará é ter o alívio de que tristezas vão passar, que dores vão ficar pra trás, apesar de também sabermos que novas tristezas e novas dores ainda estarão por vir. Afinal, a vida é também tristeza e dor. Essas são formas didáticas de se entender a vida. E se o tempo passa, muita coisa passa, muita gente passa. O que damos importância hoje, talvez nem venhamos a lembrar amanhã, ou depois de amanhã. Ou o que não damos importância hoje, talvez venhamos a nos arrepender depois, exatamente porque tudo passa e se já passou, já foi, não volta mais. Ou até pode voltar, mas não será mais como antes, já será outra coisa.
Já a morte nos direciona, possibilita criarmos projetos, pode fazer a gente ser justo. Por isso que a morte precisa ser implacável. Assim, ela favorece a constante mudança, como também nos induz a ter iniciativa, a ter força de vontade de dar um sentido à vida. Tendo a nossa vida um sentido, a justiça se mostra como uma possibilidade, seja pelo medo de um castigo divino nesta, em outra ou além da vida, seja porque a nossa não-imortalidade simplesmente faz a gente querer corrigir coisas e pensar no futuro como herança para os "nossos". 
 E, afinal, o que deixamos para nosso futuro e para o futuro dos "nossos"? Ah! Isso dá um assunto infinito! Deixa a roda viva se mostrar... rsrs

domingo, 14 de outubro de 2012


A vida é como as canções,
Algumas alegres, outras tristes,
Algumas ansiosas e desejosas,
Outras calmas e serenas.
A vida pode ser resumida em canções,
Algumas de perda, outras de conquistas,
Algumas de vitórias, outras de caos.
A vida se enfeita em canções,
Algumas míticas e imaginadas,
Outras realistas criações.
A vida tem sua serenata,
É improviso de repente,
É cadenciada em passos de dança.
A vida é canção,
Cantada, chorada, engasgada, entoada e amada.

domingo, 29 de julho de 2012

Assim como da palavra nasce a vida,
A poesia se faz com o sorriso que ele me dá,
Que me enche de vida e conforta o coração.
Quanto mais aberto, mais ingênuo, mais verdadeiro é esse sorriso,
Mais a minha alma fica leve e as sensações do amor percorrem todo o meu sistema nervoso.
Apesar dos meus pés estarem fincados sob o chão, pela gravidade terrestre,
Esse amor me faz levitar, o calor, em decorrência, faz minha alma flutuar e, assim, os pensamentos voam...
Voam ao encontro do meu bem...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Negro, noite e estrela

       Por:    *Cida*
     Quando chego de mansinho e digo eu te amo neguinho,

     meu negrinho black is beautiful

     upa,neguinho,nessa estrada nos perdemos

     quando armo minha cabana nos teus ombros largos,

     mordendo tua boca de dentes tão claros

     luzindo na carne negra negra negra

     "A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça,

      é negra negra negra a tua presença."


     E eu deito e rolo em teus braços

     cheios de areia

     arranhando delícias no meu rosto que finge espanto!...


    Ô neguinho-negrinho,de novo teu sorriso branco

    luzindo no rosto piramidal.


    Bulindo em tuas tranças de pano,

    tranças de pelo,

    trancinhas de cabelo,

    meu nego,

    dizendo não,só pra balançar

    meu coração...


    E teu cabelo não nega

    me entrega

    ao vento que adivinha meu pensamento

    enlaçando-me em tuas pernas;

    pilastras que me oferecem o equilíbrio

    de ser
   
    quase uma estrela onde brilha o teu sexo.


                                                

sábado, 10 de dezembro de 2011


Saudade desse olhar de desejo
Olhar que invade a alma
Saudade do toque de suas mãos
Do toque despretensioso
Saudade do seu cheiro
Que adentra em meu corpo
Saudade do calor de suas palavras
Que sonoramente me inspiram a te querer
Saudade de você

Por Katia Gomes da Silva

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ai menina, tão doce como os sonhos que tenho
Quando passa, encabulada,
Faz o coração pular no peito
Saibas que por mim és amada

Ó menina, de olhos negros amendoados
Seu perfume exala e aumenta a vontade
De estar junto e de ver de perto esse sorriso
Responsável por toda uma paixão que em mim invade

Linda, de olhos que brilham e sorriem
E que me causam uma sensação
Tão carnuda como a sua boca marrom
Eu ainda não sei se você é minha salvação ou perdição

Me saliva o desejo
E fico a refletir qual o mistério escondido
Dentro desses cachos castanhos
Que me deixam perdido

Querida,
Você que cheira a flor
Saibas que inspira em mim amor
Por Katia Gomes da Silva

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Somos mais quando somos plurais

Por Katia Gomes da Silva


A cada dia a mais, está normal ser diferente, o mundo percebeu que não dá mais pra ser reducionista ao privilegiar uma estética apenas ou determinadas culturas. É possível a coexistência de vários pontos de vista, vários ângulos da realidade. O individuo continua autônomo para as escolhas identitárias, agora de forma mais democrática e libertária.


Cada vez mais está visível o quanto é belo o humano, seu corpo, seus traços físicos são de uma beleza infinda e se o mudamos é por outras razões que não são os padrões impostos para sermos aceitos socialmente. Os padrões cansam. É uma monotonia nos vermos como grandes xerox’s culturais, esteticamente falando, com os mesmos cabelos, roupas etc. É comum ser alternativo, alternativo em relação aos antigos padrões.


O mundo é complexo e suas possibilidades são várias. Não somos mais “coerentes” com uma marca, com a única opção do “ou”, temos infinidades com o “e”. É tão legal agregar, somar, respeitar, trocar, integrar, se relacionar. Somos mais quando somos todos, quando conectados em pluralidade e em variedade, ganhamos, assim, em qualidade e em compreensão da vida.

sábado, 12 de novembro de 2011

Em cima do muro espio:
a vida que passa,
que vai,
que circula,
que volta,
vida que também me vê...

Katia Silva

Escrito por regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

 "Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto  aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus; Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir. 

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe: Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chique.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário; depois, siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras "Em cinco anos, isto importará?".

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez. 

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa "morrer jovem".

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um "presente"."

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A missão de viver

Por Katia Gomes da Silva
Não faz sentido viver por viver. Pra viver, tem que ter vontade de viver. Já não dá mais pra viver descompromissadamente. Viver exige cuidar e cuidar tem relação com poupar, tratar, manter. Quem cuida sempre tem e pra isso a cidadania é o elemento mais significativo. A vida coletiva não é diferente da vida individual, é cuidar do que é nosso, do que deixaremos para os nossos filhos. Uma vez me disseram que rezar pra Deus é cuidar: é ser solidário com o vizinho, com o outro que nem conhecemos; é proteger a infância, as crianças que são de responsabilidade de todos nós. É plantar, cuidar dos animais. É limpar. É procurar a alegria e a boa vontade. É estar disposto. É lutar por si e pelos demais. Rezar é buscar o equilíbrio do mundo e das coisas. É crescer com sustentabilidade. É ter cuidado, é prezar, é ter consciência. Rezar não é ficar pedindo pra ter o melhor carrão, a mansão e ficar rico. Rezar é se ligar a Deus, pensando o bem, fazendo o bem, para transformar as coisas, afinal “gentileza gera gentileza”.
 É claro que a questão-chave disso tudo está na educação, na ação de educar. No sentido mais amplo da educação, de responsabilidade de todos nós, ao darmos o exemplo para que as coisas boas sejam repassadas. Conseguimos uma sofisticação impressionante de sociedade, mas nos perdemos em paixões, paixões no sentido de estarmos movidos por sentimentos irracionais, pois são elas também que nos configuram como humanos e não máquinas. Não devemos perder nossa sensibilidade, mas precisamos nos comprometer com o “pacto social” (fazendo uma referência à política clássica), e também entender e praticar o sentido real da Revolução Francesa (nos lemas: fraternidade, igualdade e liberdade).
A escola é o ambiente em que precisamos nos esforçar ainda mais e lutar por sua proteção e qualidade. Ali o mundo é gerado, ali nascem idéias, conceitos são passados. É onde está nossa sobrevivência, científica e cultural, e é lugar propício para perpetuarmos nossos desenvolvimentos sociais. O ponto aí são os profissionais da educação que precisam ter uma formação de qualidade e serem valorizados profissionalmente. Por meio da educação, um novo mundo é possível, mais justo e igual. O bem, a ética e a justiça são idéias e ações que são passíveis de aprendizagem e apreensão, logo são possíveis, não é utopia, podem ser sim realidade. Basta querer meu Brasil!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Saberes interligados

Por Katia Gomes da Silva
O tempo não para. Estamos em constantes mudanças e com elas vêm os avanços tecnológicos e novas formas de pensar o mundo. A escola e a educação estão dentro desse processo. Portanto, é necessário haver a eterna preocupação em se atualizar. O ensino tradicional, conhecido e trabalhado da mesma forma ainda nos dias atuais, deve ser repensado, a fim de corresponder às demandas desse novo mundo que já nos abriu as portas.
A forma mais comum de aprendizagem consta de disciplinas separadas em tempos de aulas, formando os alunos dentro do universo daquelas matérias de forma cartesiana, isto é uma visão linear das coisas, megaespecializada, entendendo a ciência em suas minúcias acadêmicas pela busca do máximo do aprofundamento para se aprender e, conseqüentemente, depois divulgar para a sociedade.
Essa visão que fragmenta os estudos não deve ser abandonada. Entretanto, ela deve dar conta de outras partes para que haja a composição do todo novamente. É como aprendemos no colégio, com a famosa frase de Gestalt, “o todo é a soma das partes”. Contudo, muitas práticas pedagógicas não se preocupam em fazer esses links depois. Com isso, a aprendizagem fica comprometida ou vista como sem sentido para muitos alunos.
O mundo está cada vez mais interligado, com notícias aparecendo instantaneamente com fácil acesso a todos. Estar preparado para saber criticar as informações recebidas, assim como transformá-las em formas úteis de trabalho ou saber mudar a vida tal qual ela nos é apresentada é um desafio atual para todos os viventes. A escola tem que se preocupar com isso, ou seja, deve inovar suas práticas pedagógicas de forma a mostrar o conhecimento mais integrado, trazendo uma visão mais abrangente das coisas, mais totalizado. Isso é possível por meio da interdisciplinaridade.
Esse nome comprido e que está em voga nada mais é do que integrar os saberes. Sua finalidade é em esclarecer o conhecimento para além dos limites e fronteiras existentes nas disciplinas. De forma dialógica, as disciplinas diversas se complementam para explicar um assunto que terá mais facilmente em ser aprendido se for para além dessas fronteiras, das matérias fragmentadas.
Pensar o aquecimento global, a globalização ou a democracia, por exemplo, é necessário ultrapassar as divisões demarcadas nas disciplinas. Por meio dessa interação, o saber se torna mais interessante e mais completo. Assim, o aluno possuirá mais noção sobre a composição das partes fragmentadas em disciplinas e também saberá coordená-las, vendo a junção das diferentes partes que estão tentando dar conta das complexidades da vida.
Não se trata de uma competição das disciplinas, muito menos o esvaziamento delas, ao se unirem para enriquecer o ensino, logo demonstrarão com mais propriedade os diferentes ângulos da vida.  Trata-se de ressignificar os métodos pedagógicos e repensar os conteúdos, organizando e divulgando os conhecimentos de maneira articulada para que os alunos estejam preparados para as demandas da vida em sociedade, respondendo às exigências impostas por esse mundo globalizado e interligado, do qual todos nós fazemos parte.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Onde estará o meu amado?

Por Katia Gomes da Silva
Onde poderá estar o meu amado? Próximo? Distante?
Onde estará o meu amante?
Será que ele está a me imaginar como eu seria, assim como eu fico?
Ou pode estar ele à toa a princípio?
Estará ele a passear, a cantar, a se divertir, nesse momento?
Ou pensa que sua vida é um tormento?
Estará ele acompanhado ou estará sozinho?
Quando ele esbarrará no meu caminho?
Será que ele pensa, em um dia, me encontrar?
Será que ele está perto de me achar?
Isso acontecerá como puro acaso do destino?
Ele estará a me procurar como em desatino?

Quando irei conhecê-lo?
Quando terei-o?

Quanto amar-te-ei?

Um dia, meu bem,
Nossas vidas se tocarão
E tal como a eterna renovação
Ao som da canção
Nossos corações dançarão
No compasso sincopado do samba

Beijos de quem não o conhece e já o ama...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conversas com meu pai

Por Katia Gomes da Silva
Numa dessas saídas com meu pai, ele estava a falar dos antigos bailes de interior os quais ele participava em sua mocidade, isso por volta da década de 1950. Ele me dizia “aquilo que era música, aquilo que era dança. Tudo arrumado, com muito respeito, não era essa bagunça de hoje em dia. Eu gostava de tocar instrumentos e dançar até o dia amanhecer. Os bailes e as festas eram preparadas com semanas de antecedência, com muita comida, e as mulheres se preparavam passando banha nos cabelos.” Fora a parte da banha, todo o resto me encantava, ficava a imaginar esses bailes em minha mente.
Meu pai sempre “arranhou” em alguns instrumentos musicais, talvez seja por isso que eu admiro tanto os músicos, a questão do ouvido para a música e principalmente quanto à disciplina. Também deve ser uma das razões que me fizeram querer cantar em coral e fazer dança de salão. Meu pai não entendia direito sobre o coral, mas ficou animado com a dança, perguntou-me se eu já tinha aprendido marcha, rumba etc, eu expliquei que eles ensinavam outros ritmos, falei do bolero e ele logo questionou de que tipo e listou alguns, dos quais só me recordo o nome bolero mambo. Disse-lhe que era bolero, bolero, ele respondeu apenas um  “sei”. Acho que não o convenci muito e mostrei minha quase total ignorância no assunto. rs
Um pouco mais de conversa e ele começou a contar sobre as enormes casas da roça e dos seus tipos e estilos. Ele quis saber se eu conhecia a casa de sapê, contei que só conhecia pela música. Depois ele comentou sobre os animais que ele convivia, falou-me de uns bichos que nunca ouvi o nome e ele percebeu minha surpresa. Ele logo suspira “essa vida da cidade...”.
Mais tarde, ele avistou uma árvore e perguntou-me o nome. Eu disse que não sabia. Meu pai quase que indignado me indaga: “minha filha, pra que você estuda tanto se não sabe nada das coisas da vida?”. Só pude responder: “É pai (detalhe que ele não tem nem o primário completo), o Sr. tem toda a razão...”

domingo, 21 de agosto de 2011

A casa dos saberes

Por Katia Gomes da Silva
As chaves fecham e abrem o livre desejar,
As cortinas sabem de desejos
que eu nunca pensei em contar.


Livros da estante acusam de não terem sido lidos,
As gavetas denunciam passados mantidos,
O guarda-roupa me alerta que há sentimentos a serem vestidos.


No banho, a água me bebe
E percebe
A agonia de problemas não resolvidos,
O fogão aquece sonhos perdidos,
A geladeira mantém pensamentos esquecidos.


Nos lençóis, repousam milagres abandonados,
O alarme desperta medos silenciados.


Os cd's entoam a voz da consciência,
O sofá senta as decisões com veemência.


Sob a mesa, estão contas vencidas de um futuro incerto
As janelas refletem a sombra do amor, que de perto,
Clama a paixão prometida.
A porta vigia a busca da solução, da melhor saída.


O ventilador refresca idéias inutilizadas,
A tv apresenta vontades acabadas.


O rádio narra notícias distantes do vizinho ao lado
A cama inflama e procura o corpo do amado.