terça-feira, 16 de agosto de 2011

Difícil

De: Hozana Beatriz Leite Cabral (uma amiga)

Por que mesmo nem sempre querer é poder?
Por que a pressa consome o tempo?
É tão bom poder dizer "liberdade para viver"
Mas isso corresponde geralmente a tempo perdido.
A vontade é de relaxar e filosofar,
Sentar e falar por horas e horas sobre a natureza, sobre o que se sente, sobre a vida,
Mas isso também corresponde a "perda de tempo"
Mas que tempo é esse que não nos permite viver?
É o tempo das responsabilidades
O tempo dos estudos
O tempo que prende ao invés de libertar.
As obrigações estão postas, a opção única é cumpri-las.
A vontade é de crescer,
Não só nessa academia intelectual,
Mas crescer nessa vida que ninguém tem a fórmula exata de como utilizar.
Eu quero crescer em espírito,
Quero crescer e simplesmente...
Ser.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor e Musica

De: Fábio Ramos

Ao longo da minha vida tenho presenciado muitos tipos de amores.

Amores platônicos, amores avassaladores, amores frios, amores carinhosos, amores alegres, amores tristes, amores sem amor...

Tantos tipos e de tantas maneiras...

E eu como musico vejo que a vida imita a arte. Acho muito mais correto dizer que o amor se assemelha a musica do que a qualquer outro tipo de coisa.

O amor é o reflexo perfeito da musica.

Tem pessoas que são como os pianos... Passam a vida sem se ligar muito a ninguém. Eles tocam sozinhos e às vezes fazem um dueto, tocam com orquestras. Mas pra eles não é tão necessário alguém pra complementar. E assim eles passam a vida... Tocando em muitas sinfonias, concertos, shows. Mas no fundo estão sempre sozinhos. Egoísmo? Autosuficiência? Talvez um pouco dos dois. O importante é saber se ele está feliz com a sua musica ou se precisa de outro instrumento pra completá-lo.

Tem pessoas que são como violões. Podem tocar sozinhos, mas normalmente preferem ter alguém pra completá-los. Eles podem tocar uma musica sem precisar de ajuda de outros instrumentos. Mas seu som não fica tão gracioso como deveria. Falta brilho, falta algo. Falta uma voz ou um instrumento pra fazê-lo chegar até os céus.

Tem pessoas que são como os instrumentos de percussão. São alegres, espontâneos. Trazem alegria aonde vão. Mas não são tão felizes se não tiverem um cavaco, um violão ou até uma cuíca pra deixar a sua presença mais irradiante, mas bela.

Tem pessoas que são como os violinos e os saxofones. Seus sons são lindos, melodiosos, sexy. Muitas vezes sozinhos causam grande emoção e inspiração. Mas que no fundo seriam muito mais virtuosos com um piano ao seu lado. Um violão, ou talvez até mesmo um contrabaixo acústico.

É isso que as pessoas não entendem. Que a musica é bela, é sensível, assim como o amor. Não pode ser quebrada essa harmonia.

Muitas vezes vemos Violinos tocando com outros violinos. Fica bonito. Mas falta algo. Não se completam. Nem sempre as mesmas afinidades significam que haverá harmonia.

Muitas vezes vemos Pianos com pandeiros. Fica bonito, dá pra fazer uma musica. Mas parece que não encaixa bem. Não causa o efeito que deveria.

E assim é o amor. Vemos pessoas muito parecidas que não se completam e vemos muitas pessoas opostas que até parecem ter sintonia, mas depois descobrem que não era aquilo que elas esperavam.

Agora definir que instrumentos ficam bem uns com os outros é uma tarefa difícil. Exige saber o repertorio de cada instrumento. O gosto musical. E o que ele espera produzir sonoramente.

A nossa tarefa é descobrir que instrumentos somos e achar um instrumento que possa completar nosso som e compor uma linda musica que traga emoção e vida pra quem escutar.

Isso não significa que não possamos passar algum tempo tocando sozinhos... Às vezes não existe nada mais belo que um piano tocando Sonata ao Luar. Assim como um violino tocando Meditação de Thais. Mesmo sem acompanhamentos...

Mas assim é o amor. Uma eterna canção. Onde haverão solos, harmonias complicadas, duetos, melodias complexas e muitas vezes melodias simples e que trazem muita emoção. Às vezes existirão orquestras e às vezes um singelo solo de uma triste trompa ecoando dentro de um teatro qualquer.

E assim prossegue cada instrumento. Ora fazendo duetos. Ora tocando com orquestras. E muitas vezes tocando sozinhos numa noite escura. O importante é não deixar o instrumento parar de produzir sua melodia. Afiná-lo de vez em quando, comprar novos acessórios e nunca, jamais deixar de tocá-lo. O fim de cada instrumento só o destino poderá dizer.

Espero que nenhum instrumento possa terminar jogado dentro de um velho armário empoeirado ou em alguma parede como decoração. Que ele possa tocar trazendo harmonia, amor, luz e felicidade pra quem o ouvir. E que ele pare de funcionar dessa forma. Tocando com beleza e magia suas últimas notas. Que ele possa trazer emoção até o seu último momento como criador de sentimentos.

Disponível no link: http://confissoesdeumsaxofonista.blogspot.com/2009/12/amor-e-musica.html 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Amor - procura-se (há recompensa)

Por Katia Gomes da Silva
Quanto mais o tempo passa e eu conheço as pessoas, mais profundamente ou mais pessoas mesmo, percebo que a variedade é infinita. Pensando nisso, fica cada vez mais claro que existem pessoas pra todos os tipos no mundo, o lance da tampa certa pra panela, sabe? Existem pessoas que gostam de outras que sejam ciumentas, ou que sejam grudentas. Tem gente que não suporta. Tem gente que gosta de gente independente, outros preferem as dependentes. Tem gente que gosta de pessoa resolvida, outros gostam de gente problemática. Sério! Existem pessoas que gostam... rs E por aí vai.

Todos os meus amigos sabem que eu acredito no amor, apesar de ainda não o ter encontrado. Fico me imaginando sofrendo por amor, porque afinal amar é sempre sofrer, concordam? Algumas amigas ficam me dizendo que o AMOR não existe, que as pessoas se gostam, podem até se apaixonar e tal. Tem outras que já viveram e falam que não querem mais repetir, correm do amor, porque sofreram demais.

Conforme eu vou então conhecendo as pessoas e vendo que elas são diversas e procuram essa diversidade também, me confirma que estou certa na minha esperança do amor. Apenas o tal “cara certo” ainda não apareceu. O tal que seria o interessante, o admirável, mas não necessariamente o perfeito.

A gente se ilude e se desilude com muita facilidade, não sei se é devido à carência do mundo. Porque está visível que o mundo está carente, apesar de não quererem admitir isso. As pessoas estão com uma grande urgência de serem ouvidas. Às vezes fico impressionada com isso, com essa carência toda. Todo mundo só quer atenção, mas tem gente chata que não dá nem pra gente dar o mínimo de atenção, porque senão a gente se arrepende rapidinho (tenho uma em mente nesse exato momento... rsrs)

Portanto, acredito na existência do amor para todos. O grande dilema consiste em encontrá-lo, pois podemos, sem querer, deixar passá-lo e não reconhecê-lo, não ter investido, ou termos nos fechado de tal maneira que impossibilitou sua notoriedade, não estar à disposição para amar e ser amado(a). Podemos estar procurando em lugares errados, nos perdendo por aí e etc.

Nem sempre estar acompanhado, seja um namoro, casamento ou qualquer outro tipo de relacionamento, significa que já encontramos o amor. Muitas vezes nos conformamos ou optamos por determinados casos pelos nossos diversos medos, o da solidão principalmente. Até essas pessoas devem ter crença no amor. Não há garantia de encontrar o par perfeito, mas a possibilidade é real.

Então pessoas, não percam a esperança e estejam de olhos atentos!

domingo, 31 de julho de 2011

De: Agda Yokowo

“Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem
não aposta. Como quem brinca somente.

Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça.

Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não.

Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir.

E só.”

domingo, 26 de junho de 2011

Digo o que sinto

De: Cesar Santos

"O normal é fazer tum-tum,
Com você por perto faz
"Pluct, plact, zum...", um carnaval,
Que todo ano tem o mesmo enredo.

As bússulas apontam para o norte,
Meu coração aponta para você,
Por isso não me perco do amor,
Tudo pela atração magnética.

Dizem que todos os caminhos,
Me levam até você,
Eu digo que contigo
Vou por qualquer caminho..."

Poema disponível em http://poesiascesarsantos.blogspot.com/2011/05/digo-o-que-sinto.html

domingo, 29 de maio de 2011

Interligar-se ou desligar-se? Eis a questão!

Por Katia Gomes da Silva
O mundo atualmente vive uma explosão de novas tecnologias de informação e comunicação. A todo o momento temos a divulgação de novos aparelhos, novos instrumentos e novos formatos de distribuição da informação que supera a todas as outras antes utilizadas. Estamos conectados virtualmente a lugares e pessoas diversas. Para a geração que nasceu com essas novas tecnologias e vive essas constantes mudanças há uma naturalidade nessas novidades, quando que para gerações anteriores, parecem que as mudanças estão cada vez mais velozes, mal dando para se acostumar e adaptar com determinadas tecnologias, parece que automaticamente já temos outras, a seguir, as ultrapassando.
                As redes sociais têm sido a grande base de comunicação entre as pessoas. Entre si elas já mostram suplantações e atualizações constantes, a fim de continuar ativas entre a sociedade virtual, que se mantém em contato com várias pessoas, acompanhando suas vidas e trocando informações num tempo e disponibilidades impossíveis se fossem de forma física, pessoalmente. Logo, o contato físico tem diminuído, transformando assim os relacionamentos pessoais e também profissionais frente à vida. São outros tipos de relacionamentos, formas distintas de contato e de acesso às informações.
                A televisão e o rádio foram muitas vezes divinizados pelo alcance das informações, mas também execrados pelo seu poder manipulador, de certa maneira, na vida das pessoas e padronização. A internet, ao contrário, nos possibilita um acesso à informação de modo seletivo. Escolhemos o que queremos saber, seja pelos sites informativos e jornalísticos, seja pelos sites de busca que nos levam ao foco do que procuramos.
                São novidades onde a adaptação se mostra importante para a sobrevivência nesse mundo globalizado e interligado virtualmente. No entanto, também devemos criticar essa mesma sociedade online quanto à perda de habilidades que estão desaparecendo. A diminuição do contato físico e a facilidade do encontro de informações estão transformando nossa maneira de viver o mundo e de estar nele. Corremos o risco de nos tornarmos mais duros, insensíveis frente ao outro, aumentando o egoísmo e a invisibilidade do outro em nossas vidas e desejos. A falta de paciência parece estar cada vez mais comum entre as pessoas. Temos lidado com outro de forma a atender nosso íntimo, onde as pessoas estão quase que sendo objetos para a finalização que somos nós apenas. O espetáculo tecnológico tem modificado nossas estruturas de viver socialmente, portanto, se mostra urgente prestarmos atenção para não sermos mais uma das peças desse mecanismo maquinário da vida, em seu formato tecnológico. Somos humanos e essa essência não pode ser esquecida, frente ao mundo do sistema, que tem virado quase que um ser entre nós.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ele

Por Katia Gomes da Silva
Ah! Quando ele passa...
Do peito, quase que salta o meu coração
E ele nem nota que eu fico a admirá-lo
Esperando, um dia, lhe despertar paixão.

Senhor de si,
Ele passa sempre confiante.
Que postura, que charme,
Que sorriso radiante!

A presença dele me embriaga
Me mata
Me tira o ar.
Ao vê-lo,
Fico, em meus pensamentos,  a me deliciar.

Ah! Se eu pudesse, nesses braços, me aninhar.
Ah! Se eu pudesse, com meus lábios, o tocar.

Deus sabe como eu o quero
Há em mim tanto desejo
Ah! Como venero
Essa boca, poder dar um beijo.

Fico a matutar,
Em como, a atenção, lhe chamar
Para um dia,
No caminho da sua vida, poder trilhar.